Resposta rápida: na ficha técnica de um mouse gamer, os termos que mais mudam a experiência são o tipo de switch (mecânico, óptico ou magnético), o sensor, o peso, o formato e a pegada. Números como 40.000 DPI ou 8.000 Hz mostram o limite do hardware, não o valor que você precisa usar. Abaixo, explicamos cada termo e quando ele realmente importa.
Fala, comunidade Keychron! Já aconteceu de você ir escolher um mouse gamer e dar de cara com uma ficha técnica cheia de siglas, como DPI, polling rate, IPS, LOD e latência de clique, sem saber o que realmente importa?
Tem termo que a gente nunca viu, e tem número que parece que, quanto maior, melhor. Só que nem sempre é assim.
Neste artigo, explicamos de um jeito simples os principais termos da ficha técnica de mouses e mousepads: o que cada um significa e quanto ele pesa na hora da compra.
No fim da leitura, a ideia é que você consiga escolher um mouse que encaixe na sua mão e combine com o seu uso.
Escolha o tema e vá direto ao ponto:
- 🖱️Switch e clique
- 🎯Sensor e movimento
- ⚡Latência, conexão e bateria
- ✋Pegada, formato e tamanho
- 🧩Botões, pezinhos e mousepad
- ⚙️Sensibilidade e software
- 💡4 erros comuns
- ✅Conclusão
1. Switch e clique

O switch é a peça que transforma o seu dedo em clique. É aqui que aparecem termos como óptico, magnético, Hall Effect, ponto de acionamento e Rapid Trigger.
Entender esses termos ajuda a saber se o mouse vai durar mais, se dá para ajustar o clique e qual vai ser a sensação ao apertar.
Switches e detecção do clique
Switch mecânico (Mechanical Switch)
O switch de clique tradicional. Usa contatos metálicos que se tocam para enviar o sinal quando você pressiona o botão, o que garante aquele clique familiar. Com o tempo de uso, porém, esses contatos podem se desgastar.
Switch óptico (Optical Switch)
Usa luz infravermelha para detectar o clique, em vez de contatos metálicos que se tocam. Isso reduz os problemas causados pelo desgaste dos contatos. Mas não quer dizer que o switch inteiro nunca se desgaste: a mola e a haste continuam sujeitas ao uso.
Contato metálico (Metal Contact)
A peça metálica dentro do switch mecânico que envia o sinal e também cria a sensação do clique. Quando ela se desgasta, é uma das causas do famoso clique duplo.
Switch digital x analógico
O switch digital só sabe se o botão foi pressionado ou não. O ponto de acionamento e o ponto de reset são definidos pela estrutura do switch e não podem ser ajustados por software. Já o switch analógico (ou com detecção de posição) lê o quanto o botão foi pressionado. É a base do ponto de acionamento ajustável e do Rapid Trigger.
Curso (Travel)
A distância que o botão percorre do início até o fim. Botões de mouse têm curso bem mais curto que teclas de teclado: em alguns modelos, cerca de 0,6 mm. Por isso, o Rapid Trigger no mouse tem uma sensação diferente da de um teclado magnético.
Força de acionamento (Actuation Force / gf)
A força necessária para pressionar o botão, medida em gramas-força (gf). Quanto menor o número, mais leve é o clique. Algo em torno de 60 gf é um meio-termo: nem pesado, nem leve demais.
Hall Effect
Usa um pequeno ímã na haste do switch e um sensor que lê a variação do campo magnético para saber a posição do botão. O termo ficou conhecido pelos teclados magnéticos.
TMR (Tunnel Magnetoresistance)
Também usa ímã, como o Hall Effect, mas lê a posição pela variação da resistência elétrica e consegue ler mais de um eixo. A vantagem com mais dados que a comprovam é o menor consumo de energia, por isso a tecnologia está aparecendo mais em periféricos sem fio recentes.
Quer se aprofundar? Veja o nosso guia TMR vs Hall Effect: o que muda no teclado magnético.
Recursos que dependem da leitura de posição do botão

Ponto de acionamento (Actuation Point)
O ponto do curso em que o sistema registra o clique. Em outras palavras, o quanto você precisa pressionar o botão para o clique valer.
Ponto de acionamento ajustável (Adjustable Actuation Point)
Permite que você mesmo defina onde o clique começa a contar. Mais raso para responder mais rápido, ou mais fundo para evitar cliques acidentais. Alguns modelos permitem ajustar os botões esquerdo e direito separadamente.
Ponto de reset (Reset Point)
O ponto até onde o botão precisa voltar para o sistema ficar pronto para o próximo clique.
Rapid Trigger
Faz o ponto de reset acompanhar o movimento do botão, em vez de esperar que ele volte até a posição original. Resultado: cliques repetidos mais rápidos. Saiba mais em Rapid Trigger: o que é e por que importa no gaming.
Sensação, som e toque do clique
Sensação do clique (Click Feel)
Tudo o que você sente ao clicar: peso, firmeza, retorno e som. É difícil perceber isso pelos números da ficha técnica. No fim, só testando para saber.
Tátil (Tactile)
Tem um "degrau" perceptível que avisa que você chegou ao ponto do clique.
Linear
O botão desce de forma contínua e suave, sem um degrau perceptível no caminho.
Silencioso (Silent)
Projetado para deixar o clique mais baixo. Ideal para escritório, reuniões ou streams em que você não quer o microfone captando cada clique.
Feedback háptico (Haptic Feedback)
Simula a sensação do clique com um motor de vibração, em vez de gerar o toque pelo mecanismo do switch. Permite mais ajustes por software, mas a sensação é diferente do clique mecânico com que estamos acostumados.
Problemas comuns e durabilidade

Clique duplo, debounce e vida útil são as palavras que aparecem quando o assunto é durabilidade. Elas explicam por que alguns mouses começam a falhar com o tempo e por que switches ópticos e magnéticos ganharam espaço.
Clique duplo (Double Click)
Você clica uma vez e o computador registra dois cliques. Uma das causas mais comuns é o desgaste dos contatos do switch mecânico.
Debounce
Quando contatos metálicos se tocam, o sinal elétrico "quica" por um instante. Isso se chama contact bounce. O debounce filtra esse ruído com um pequeno atraso. Um valor curto deixa a resposta mais rápida, mas aumenta a chance de leitura errada. Um valor longo é mais estável, com um pouco mais de atraso.
Tempo de resposta do clique (Click Response Time)
Configuração de atraso do clique que alguns mouses oferecem, geralmente com opções como "normal" e "mais rápido". É útil em algumas situações de jogo, como mirar com zoom e atirar logo em seguida.
Vida útil do clique (Click Lifespan)
A durabilidade informada pelo fabricante em número de cliques, como 100 milhões. É um número de testes em condições controladas pelo próprio fabricante, então não serve muito para comparar marcas diferentes. E não quer dizer que o mouse para de funcionar quando chega nesse número.
Spin out
Quando o cursor "pula" ou lê o movimento errado porque você moveu o mouse mais rápido do que o sensor aguenta. Esse limite aparece na ficha técnica como IPS ou Max Tracking Speed.
2. Sensor e leitura de movimento

O sensor é o "olho" do mouse: ele lê a superfície e transforma o movimento da sua mão em movimento do cursor.
Na ficha técnica, os números do sensor aparecem como DPI, IPS e aceleração. Veja abaixo o que cada um significa e quando ele realmente importa.
Sensor e valores básicos
Sensor óptico (Optical Sensor)
O sensor que detecta o movimento do mouse na superfície. Não tem relação com o switch óptico, que detecta o clique. Os nomes são parecidos, mas as funções são diferentes.
Modelo do sensor (Sensor Model)
O nome do sensor na ficha técnica, útil para comparar marcas diferentes. A maior fabricante do mercado é a PixArt, com códigos que começam com PMW ou PAW. O número final dá uma ideia geral: o PAW3311 é intermediário, enquanto o PAW3395 e o PAW3950 são superiores. Mas não é uma regra fixa.
DPI (Dots Per Inch)
O termo usado para a sensibilidade do mouse. Quanto maior, mais longe o cursor anda com o mesmo movimento da mão. É o termo que aparece na caixa e nas configurações de quase todo jogo.
CPI (Counts Per Inch)
Quantos "passos" o sensor conta quando o mouse se move uma polegada. Por exemplo, 800 CPI são 800 passos. É o termo mais fiel ao funcionamento real, por isso algumas marcas usam CPI na ficha técnica.
IPS / Max Tracking Speed
A velocidade máxima de movimento que o sensor ainda consegue acompanhar. É um teto de capacidade, não um valor de uso. Quem joga com sensibilidade baixa e faz movimentos longos aproveita mais esse número.
Aceleração (Acceleration / G)
A aceleração máxima suportada pelo sensor. Assim como o IPS, é um teto. Na prática, quase ninguém chega ao limite de um sensor topo de linha.
LOD (Lift-off Distance)
A altura que você precisa levantar o mouse da superfície até o sensor parar de ler o movimento. Quem joga com sensibilidade baixa e levanta o mouse para reposicionar o tempo todo costuma dar muita importância a esse valor.
Calibração de superfície (Surface Calibration)
Ajusta o sensor para o mousepad que você usa de verdade. Superfícies diferentes refletem a luz de formas diferentes, o que afeta a precisão e o LOD.
Filtros de sinal do sensor

Motion Sync
Sincroniza a leitura do sensor com o ciclo de envio de dados ao computador, deixando os dados mais regulares e previsíveis, em troca de um pequeno aumento de latência. Nos mouses 8K da Keychron, o firmware desativa o Motion Sync automaticamente quando o polling rate está em 8K.
Angle Snapping
Corrige o movimento automaticamente para linhas retas na horizontal ou vertical. Ajuda a desenhar linhas retas, em design e em CAD. Mas em jogos FPS, que pedem movimento bruto, pode parecer artificial, por isso a maioria dos jogadores competitivos deixa desligado.
Ripple Control
Filtro que reduz o tremor do cursor em DPIs muito altos. Nos mouses Keychron, o firmware ativa automaticamente a partir de 7.000 DPI. O efeito aparece mais ao desenhar curvas ou círculos com o mouse.
Taxa de atualização do sensor (Sensor Refresh Rate)
A frequência com que o sensor lê a superfície. É diferente do polling rate, mas normalmente acompanha esse valor. Nos mouses 8K da Keychron, por exemplo, até 2K o sensor trabalha entre 1K e 2K, e em 4K ou 8K sobe para cerca de 10K.
Modo FPS (20K)
Modo disponível apenas em mouses com polling rate de 8K, que força o sensor a trabalhar a 20.000 Hz o tempo todo. Reduz a latência do movimento, mas só funciona no modo 2.4 GHz e praticamente dobra o consumo de energia.
3. Latência, conexão e bateria

Latência e conexão
Polling rate
A frequência com que o mouse envia a posição para o computador. 1.000 Hz significa cerca de 1.000 envios por segundo. Mouses comuns podem ficar em 125 Hz, e mouses gamer costumam começar em 1.000 Hz. Números maiores atualizam a posição com mais frequência, mas consomem mais bateria e mais recursos do computador.
Latência de clique (Click Latency)
O tempo entre pressionar o botão e o sinal do clique chegar ao computador. Quanto menor, menos atraso no clique.
Input lag
O atraso total entre o seu comando e o resultado na tela. A latência de clique é só uma parte do input lag, então os dois termos não são a mesma coisa.
Sem fio 2.4 GHz / Dongle
Conexão sem fio por um receptor dedicado. Em geral tem latência baixa e é a mais indicada para jogos.
Extensor do receptor (Receiver Extender)
Um adaptador que aproxima o receptor do mouse e costuma vir na caixa. Resolve interferências quando o receptor está atrás do gabinete ou longe demais.
Tri-Mode / Dual-Mode / Com fio
Indica quantas formas de conexão o mouse tem. Tri-Mode tem as três: cabo USB, 2.4 GHz e Bluetooth. Dual-Mode tem cabo e 2.4 GHz. Com fio funciona só com cabo.
Bateria e energia

Em mouses sem fio, a bateria muda tudo: quanto dura, quanto pesa e se você pode continuar jogando enquanto carrega. Alguns modelos, como o Keychron G6 HE, têm até versão com bateria removível.
Capacidade da bateria (Battery Capacity)
Geralmente informada em mAh. Um número maior não significa sempre mais autonomia, porque isso também depende do polling rate, da iluminação RGB e de outras configurações.
Autonomia (Battery Life)
O tempo de uso informado pelo fabricante, normalmente medido com um polling rate específico e com a iluminação desligada. Se você usar valores mais altos, esse número cai bastante. Por isso, sempre confira as condições do teste.
Tempo de carga / USB-C
Quanto tempo leva para carregar totalmente e qual porta é usada. Hoje a maioria dos mouses usa USB-C, e o mesmo cabo geralmente permite jogar com fio enquanto carrega.
4. Pegada, formato e tamanho
Tipos de pegada

Palm grip
A palma da mão fica apoiada no mouse. Dá estabilidade e é ótima para usar por longos períodos.
Claw grip
Os dedos ficam curvados, como uma garra, e a palma toca só parte do mouse. Ajuda a mover e clicar mais rápido. Há uma variação mais relaxada, chamada relaxed claw grip.
Fingertip grip
Só as pontas dos dedos tocam o mouse, e a palma quase não encosta. Dá muita agilidade e costuma combinar com mouses pequenos ou leves.
Formato do mouse

Depois de descobrir a sua pegada, o próximo passo é escolher o formato do corpo do mouse. Existem quatro tipos principais:
| Formato | Características | Indicado para |
|---|---|---|
| Simétrico | Os lados esquerdo e direito têm formato e curvas parecidos. Dá liberdade para mover os dedos e reposicionar a mão com facilidade. | Claw grip, fingertip grip e quem levanta o mouse com frequência |
| Assimétrico / ergonômico | Desenhado para abraçar uma das mãos, com apoio mais evidente para a palma e o polegar. | Palm grip, relaxed claw grip e quem usa o mouse por muitas horas |
| Vertical | Deixa a mão em posição de "aperto de mão", reduzindo a torção do punho durante o uso. | Quem quer mais apoio para a mão, mas exige um tempo de adaptação. Veja o Keychron M5 e o Keychron BM27. |
| Semivertical | Inclina um pouco o corpo do mouse e aumenta o apoio da palma, mas mantém o controle parecido com o de um mouse comum. | Quem quer experimentar o vertical sem precisar se adaptar muito |
Os números do formato
Tamanho da mão (Hand Size)
O tamanho da sua própria mão, a referência que dá sentido a todos os números do mouse. Para medir, apoie a mão aberta na mesa e meça do vinco do punho até a ponta do dedo médio. Depois, meça a largura na altura dos nós dos dedos.
Dimensões do mouse (Mouse Dimensions)
Comprimento x largura x altura. Ajuda a comparar com o tamanho da sua mão de forma mais precisa do que "pequeno" ou "grande", e faz diferença de verdade na compra online, quando você não pode segurar o mouse antes.
Corcova (Hump / Hump Position)
A parte mais alta do topo do mouse. A middle hump fica no meio do corpo, com sensação neutra e controle fácil por cima. A back hump fica mais para trás, apoia bem a parte de baixo da palma e combina com claw grip.
Curvatura lateral (Side Curvature)
A curva das laterais, onde ficam o polegar, o anelar e o mindinho. Laterais côncavas criam pontos de travamento para os dedos e combinam com claw grip. Laterais convexas apoiam a palma no palm grip. Laterais retas dão liberdade para mover os dedos.
Largura de pegada (Grip Width / Waist)
A largura da área que a mão segura de fato, que influencia diretamente a força que você faz para apertar. Regra simples: você deve conseguir levantar o mouse sem apertar com força.
Altura dos botões (Button Height)
A altura dos botões principais. Botões mais baixos deixam as pequenas correções de mira mais precisas, por isso quem usa fingertip grip presta atenção nesse detalhe.
Peso

Peso é um dos números que mais mudam a sensação do mouse. Veja os termos:
Peso (Weight)
O peso do mouse, normalmente em gramas e sem o cabo. É um dos números que mais influenciam a sensação ao movimentar o mouse.
Ultralight / Lightweight
Termos para mouses leves, mas sem definição oficial. Em geral, o mercado considera leve algo em torno de 60 a 65 g para baixo. Já existem mouses de 39 g, enquanto algumas marcas chamam de leve um mouse de 80 g. Por isso, olhe sempre o número real, e não o termo da propaganda.
Distribuição de peso (Weight Distribution)
Como o peso se distribui dentro do mouse. Dois mouses com o mesmo peso, mas com centro de gravidade em pontos diferentes, passam sensações diferentes ao mover e ao parar.
5. Botões, pezinhos e mousepad
Botões e scroll

Botões laterais, macros e a roda de rolagem parecem detalhes, mas são o que você mais usa no dia a dia. Um encoder de boa qualidade evita o scroll que pula ou volta.
Botão lateral / botão sniper (Side Button / Sniper Button)
Botões extras na lateral do mouse para atalhos e comandos, como abrir programas. Em alguns modelos funcionam como botão sniper, que reduz o DPI temporariamente na hora de mirar.
Macro
Transforma um botão do mouse em outra tecla ou em uma sequência de comandos. Por exemplo: botão lateral para ajustar o volume, abrir um app ou fazer um clique duplo.
Botões programáveis (Programmable Buttons)
Quantos botões do mouse podem ser reprogramados. Alguns ficam travados, como o seletor de modo de conexão.
Encoder do scroll (Scroll Encoder)
O sistema que detecta a rotação da roda de rolagem. O tipo que usa luz é o encoder óptico, que reduz o desgaste de contatos, uma das causas do scroll que "volta" ou pula na direção errada.
Pezinhos do mouse (Feet)
Mouse skates / feet
As pecinhas coladas embaixo do mouse, geralmente na frente e atrás, e em alguns modelos em volta do sensor. Reduzem o atrito entre o mouse e o mousepad e podem ser trocadas.
Stock feet
Os pezinhos originais de fábrica. A qualidade varia de modelo para modelo, e mouses gamer de boa qualidade costumam já vir com PTFE puro na caixa.
PTFE
O material mais usado nos pezinhos, com atrito muito baixo e deslize suave. Existe o PTFE misturado com outros materiais para baratear, geralmente tingido, e o PTFE 100%, de cor branca leitosa natural, que desliza mais.
UHMWPE
Material alternativo, mais resistente ao desgaste que o PTFE, por isso dura mais. Em troca, o deslize é um pouco diferente.
Pezinhos de vidro e de cerâmica
Materiais rígidos, com menos atrito na saída e uma vida útil muito maior. Mas só combinam com alguns tipos de mousepad, e deslizar mais não significa, necessariamente, mirar melhor.
Termos de mousepad

O mousepad sempre trabalha junto com os pezinhos do mouse. Trocar o mousepad pode mudar a sensação tanto quanto trocar o mouse.
Atrito estático (Static Friction)
A força necessária para tirar o mouse do lugar quando ele está parado. Quanto menor, mais leve é a saída.
Atrito dinâmico (Dynamic Friction)
Também chamado de atrito cinético: a resistência enquanto o mouse está em movimento. Mousepads com atrito dinâmico baixo deslizam de forma contínua.
Stopping power
A capacidade de frear o mouse logo depois de um movimento rápido. Costuma ser maior em mousepads mais lentos ou já gastos e "agarrando". Jogadores que fazem muitos flicks dão muita importância a isso.
Microajuste (Micro-adjustment)
Controle em distâncias muito pequenas, como mover frações de milímetro para acertar um alvo distante. Mousepads bons para isso costumam ter mais atrito.
Mousepad híbrido (Hybrid Pad)
Nome usado para mousepads de velocidade com superfície bem áspera, com sensação parecida com a de mousepads de plástico.
Mousepad com revestimento (Coated Pad)
Recebe uma camada na superfície para deixá-la lisa e deslizante. A limitação é que esse revestimento sai com o tempo ou com lavagens. Ele também é sensível à temperatura: em ambiente com ar-condicionado desliza mais, e em ambiente quente fica mais travado.
Mousepad sem revestimento (Uncoated Pad)
Sem camada extra, feito do mesmo material em toda a superfície. Dura mais, quase não muda depois de lavado e é menos sensível à temperatura que o modelo com revestimento.
Mousepad Speed x Control
| Item | Mousepad Speed | Mousepad Control |
|---|---|---|
| Atrito | Baixo na saída e durante o movimento | Maior |
| Sensação de uso | Desliza fácil, mão leve | Movimento mais pesado |
| Para frear o mouse | Mais difícil | Mais preciso |
| Indicado para | Quem faz flicks, sensibilidade baixa e movimentos amplos | Quem mira com precisão e faz microajustes |
6. Sensibilidade, software e termos da caixa Keychron
Sensibilidade e software
eDPI
O DPI multiplicado pela sensibilidade do jogo. Facilita comparar a sensibilidade de mira entre jogadores que usam DPIs ou sensibilidades diferentes.
cm/360
Quantos centímetros você precisa mover o mouse para o personagem dar uma volta completa de 360 graus. É uma forma bem concreta de medir, porque mostra a distância real no mousepad.
Memória interna (Onboard Memory)
A memória do próprio mouse, que guarda configurações como macros, DPI, polling rate, iluminação RGB e botões reprogramados. Assim, você pode usar o mouse em outro computador sem configurar tudo de novo.
Termos que aparecem na caixa da Keychron

Switch MagOptic
Um switch que combina duas formas de detecção: óptica e Hall Effect. Usa uma lâmina de mola metálica para criar a sensação do clique, então você continua sentindo um clique mecânico de verdade, mesmo sem usar contato metálico para enviar o sinal. Veja mais em Keychron MagOptic: o switch de mouse óptico e magnético.
Modo Óptico / Modo Magnético
Os modos de funcionamento do switch MagOptic. O Modo Óptico usa luz para detectar o clique. O Modo Magnético lê a posição do botão, liberando o ponto de acionamento ajustável e o Rapid Trigger. A vantagem é que você pode escolher o modo depois, quando quiser. Compare os dois em Optical vs MagOptic: qual switch de mouse gamer escolher?
Keychron Launcher
O aplicativo web de configuração, que abre direto no navegador, sem instalar nada. Nele você ajusta o modo do switch, o ponto de acionamento, o Rapid Trigger, o LOD e outras configurações, e salva tudo na memória interna do mouse. Veja como usar o Keychron Launcher.
Quer ver esses termos na prática?
O Keychron G6 HE reúne switch MagOptic, sensor PAW3955, formato simétrico e versões a partir de 41 g. O lançamento no Brasil está previsto para dezembro de 2026.

7. 4 erros comuns ao ler a ficha técnica
1DPI alto não significa mais precisão
Um número como 40.000 DPI é a capacidade máxima do sensor, não o valor que todo mundo deve usar.
Em jogos FPS, muitos jogadores ainda usam entre 400 e 1.600 DPI, porque é mais fácil controlar a sensibilidade. E, em DPIs muito altos, o sensor pode ler a textura do mousepad como movimento, gerando pequenos tremores. É justamente para isso que existe o Ripple Control. Ao mesmo tempo, DPI baixo também não deixa ninguém mais preciso automaticamente: ele só aumenta a distância que você precisa mover a mão, o que permite um controle mais fino.
28.000 Hz não faz diferença para todo mundo
Os 8.000 Hz ajudam de verdade apenas em computadores com processador forte o bastante e monitor de 240 Hz ou mais. Se você não tem as duas coisas, 1.000 Hz tende a entregar um resultado mais estável.
| Ponto | Detalhes |
|---|---|
| O que pesa é o processador, não a placa de vídeo | Cada vez que o mouse envia dados, o processador precisa parar para recebê-los. Em 8.000 Hz, são 8.000 vezes por segundo. |
| Configuração recomendada | Em geral, recomenda-se um Intel Core i7 de 9ª geração ou AMD Ryzen 7 série 2000 ou superior. Para 4.000 Hz, um Core i5 de 9ª geração ou Ryzen 5 série 2000 já dá conta. |
| Carga extra | Mesmo com processador forte, a carga aumenta. Há testes em que o uso de CPU subiu de cerca de 3% para mais de 11% ao mover o mouse em 8.000 Hz. |
| O que observar | A consistência dos frames, não a média de FPS. Em jogos limitados pelo processador, ativar 8K pode causar engasgos. |
| Efeitos colaterais | Quanto maior o polling rate, maior o consumo de bateria. E o Motion Sync é desativado automaticamente em 8K. |
3"Magnético" não quer dizer que tudo é ajustável
Ter ímã não garante que o mouse tenha ponto de acionamento ajustável ou Rapid Trigger. O que importa é quais recursos o modelo realmente libera e com que nível de ajuste.
4O código do sensor dá só uma ideia geral
O número final do código ajuda a identificar o nível. Por exemplo, o PAW3311 é intermediário, e o PAW3395 e o PAW3950 são superiores. Mas não dá para usar isso para comparar famílias ou gerações diferentes.
A armadilha mais comum são os sufixos, como "SE", que geralmente indicam outro sensor, com especificações inferiores. E a ideia de que PMW é para mouse com fio e PAW é para sem fio já foi verdade, mas não vale mais: mouses com e sem fio usam o PAW3395 e o PAW3950. No fim, o que vale é a ficha real do sensor e a forma como cada fabricante o implementa.
ResumoConclusão
Você não precisa decorar todos esses termos.
A ideia é que, na próxima vez que abrir a ficha técnica de um mouse, você consiga separar os números que mudam a experiência de verdade daqueles que só ficam bonitos no papel.
Porque o melhor mouse para você não é necessariamente o de especificações mais altas. É aquele que fica confortável na mão, tem o peso certo, o formato que encaixa na sua pegada e combina com o seu uso.
Esperamos que este glossário ajude você a escolher com mais facilidade e encontrar o mouse ideal.
Leia também
Perguntas frequentes
DPI e CPI são a mesma coisa?
Sim. 800 DPI equivalem a 800 CPI. O CPI descreve melhor o funcionamento do sensor, mas na prática os dois números são lidos da mesma forma.
Qual DPI usar para jogar FPS?
Muitos jogadores de FPS usam algo entre 400 e 1.600 DPI, ajustando a sensibilidade no jogo. O valor máximo da caixa é só o limite do sensor. O ideal é testar e acompanhar o eDPI ou o cm/360 para manter a mira consistente.
Vale a pena usar polling rate de 8.000 Hz?
Vale se o seu computador tem processador forte e monitor de 240 Hz ou mais. Sem isso, 1.000 Hz costuma ser mais estável. Lembre também que 8K consome mais bateria e desativa o Motion Sync automaticamente nos mouses 8K da Keychron.
Sensor óptico e switch óptico são a mesma coisa?
Não. O sensor óptico lê o movimento do mouse na superfície. O switch óptico detecta o clique do botão usando luz. Os nomes são parecidos, mas as funções são diferentes.
Qual é o peso de um mouse ultraleve?
Não existe definição oficial, mas o mercado costuma considerar ultraleve algo em torno de 60 a 65 g para baixo. O melhor é olhar o número real na ficha técnica, e não só o termo usado na propaganda.
Mousepad Speed ou Control: qual escolher?
O Speed tem menos atrito e combina com flicks e movimentos amplos. O Control tem mais atrito, freia melhor e ajuda em microajustes de mira. A aspereza da superfície não indica o tipo, então confira a descrição do fabricante.
Optical vs MagOptic: qual switch de mouse gamer escolher?
Keychron MagOptic: o switch de mouse óptico e magnético